Te tomo como tomo uma chícara de café. Teu gosto é doce e amargo, tomo com cuidado para não me queimar. Assim como o café, preciso te adoçar para que fiques bonzinho. Mas se essa façanha me falta, oh, musas! Como és mal comigo!
É sempre em retribuição que me dás o que preciso. Sempre devolves aquilo que recebes de mim. Às vezes, se não tomo cuidado, me queimo com seu calor. Às vezes, o calor do corpo - aquele que me favorece! - às vezes, o gélido calor da indiferença, do esquecimento.
Te tomo, meu café, com prazer...desgraçada que sou em meu vício.
Mesmo assim, eu te amo.
Citeréia pôs-te em mim, talvez por tê-la ofendido em algum instante. Quis, em momentos de loucura, amar-te. Hoje, amo. Mas a que penar!
Continuo a tomar-te, meu negro líquido, gozando de teu saboroso calor. Tomo-te mesmo queimando por dentro meu diafragma, aquilo que chamam alma. Sem temor de mal algum a mim, amedrontada apenas pelo mal que é ficar sem ti.
*Mas que coisas bobas escrevo. Quem há de entender essa mistura sem nexo? Quem me conhece entende esta descrição louca!
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